quinta-feira, 12 de abril de 2012

O desafio de renunciar a si mesmo

Renúncia

Retomando o tema que dá o título do blog, coloco aqui a partir de experiência pessoal, estudos e reflexão, o desafio de renunciar a si mesmo, a condição de Jesus Cristo para seguí-Lo.
Abrir mãos dos sonhos não parece proposta que se faça, com intenção de fazer uma pessoa feliz. Porém, importante é saber de que sonhos se trata. 
Como a maioria das pessoas, que necessitamos de conversão, eu possuo sonhos influenciados pela cultura e costumes mais comuns, que os meios de comunicação de massa promovem. Sonhos como de ter um casa mais espaçosa e melhor localiada; ganhar dinheiro fazendo o que gosto de fazer; realizar diversos sonhos de consumo que a indústria não pára de produzir...
Muitas vezes tomo como justificativa esse contexto consumista que impera na sociedade. Essa é uma tentação, pois por todos os lados, pela necessidade da indústria e do mercado de produzir e vender, são oferecidos a nós os mais variados bens de consumo, trazendo na propaganda promessas de felicidade em diversos "tamanhos e gostos diferentes". O apego aos bens tende a ser automático, numa sociedade constantemente estimulada a consumir, e consumir por diversos motivos os mais mesquinhos e emotivos, não simplesmente pela necessidade.
Muitos de nós, senão todos nós, ao parar para observar o próprio comportamento, nota que é muito apegado a coisas, mesmo quem já tenha um alto grau de santidade. Observo em mim, em família, entre parentes e amigos. Recordo entre colegas de escola, um que afirmou, com relação ao cantor Renato Russo (que já havia morrido na época), vestindo uma camisa com a foto deste: "Ele tinha tudo! Eu não tenho nada!"
O cantor sem dúvida tinha talento, muito dinheiro, fama e sucesso. Agora, tudo não tinha de jeito nenhum. Obviamente "tudo" para este colega era essa fama, dinheiro e sucesso. Também hoje os exemplos são inúmeros, como no trabalho, mesmo entre pessoas que se dizem cristãs, não abrindo mão de assistir as novelas, de comer determinado doce, usar determinado sapato, e por aí vai.
De minha parte, percebo que aos poucos venho me desapegando, graças a Deus principalmente; com orações, com estudo e, indispensável também, atitudes concretas em pequenas coisas, procurando mudar a partir de pequenos hábitos. Contudo, é um processo lento. Ainda tem muito que melhorar, sabendo que perfeição só na Ressurreição, se digno for, por Graça de Deus.
Em meio a tudo isso, renunciar a si mesmo, o que inclui naturalmente renunciar ao que possui, exige um esforço heróico, de certa forma semelhante aos santos mártires, que para seguir Cristo não aceitaram ceder a pressão da sociedade em que estavam inseridos, preferindo entregar a própria vida. Naturalmente, em muitos países, incluindo o Brasil, a perseguição religiosa não gera mártires de sangue, ou seja, não mata. No entanto, gera mártires de cultura, "sociais": ao debochar, depreciar ou até sufocar as manifestações religiosas. Aqui não cabe entrar em detalhes neste assunto, pois já em outras postagens o mesmo está bastante exposto.


2 comentários:

  1. Muito sabias as suas palavras. Renunciar parece um desafio intransponivel certas horas. Mas na oracao continua e no estudo da Palavra de.Deus encontramos o caminho da renuncia. Obrigado por sua postagem.

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    1. Eu que agradeço. Todos nós necessitamos de muita oração e luta. Orar e trabalhar.
      Felicidades

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